Palavras Soltas

Os dias com ela

“Nossa amizade, de pouco tempo, já era real, até que um dia nos beijamos.
Tudo acontece meio “normal” demais.
Vamos cada um para nossas casas, conversamos por menssagens, comentamos o momento, e a vida segue.

Quatro dias se passam, eu a vejo rindo, depois chorando, buscando conforto em meus braços.
Na despedida, uma troca de olhares expressa mais que qualquer palavra que poderíamos ter dito.

Dois dias depois, eu não planejava nada.
Andamos e conversamos normalmente, quando sou interrompido no meio de minha fala com um selinho.
Um doce, meigo e inocente selinho.
No mesmo dia, acompanhamos nossos amigos no começo de uma relação amorosa, sem saber que havia algo começando entre nós também.
Trocamos palavras, risadas, e alguns curtos beijos até que, novamente, cada um foi para sua casa, e a vida seguiu.

Quatro dias depois, já nos amávamos por mensagens, mas as carícias foram reduzidas a um curto beijo de despedida por conta de sua insegurança relação a curiosos ao redor.
Algumas horas depois, não satisfeitos com o simples encontro de antes, nos encontramos numa praça relativamente segura da visão de conhecidos, onde andamos, conversamos, rimos, trocamos provocações, carícias e nos beijamos novamente.

No dia seguinte, a noite na pizzaria com os amigos foi cheia de olhares, toques e um doce beijo de despedida, no carro, escondido de olhares alheios.
No dia que seguiu, a saudade era quase incontrolável, sua voz me fazia tanta falta quanto seus lábios, a paixão já havia aflorado e a mesma praça foi nosso cenário novamente. Beijos mais intensos, toques mais carinhosos, sua cabeça deitada no meu peito.
Me senti bem como nunca antes e minha unica ruína era saber que o momento iria se acabar.

Oito dias se passam.
Nesse intervalo de tempo, ela se preparou para viajar e eu lamentei;
Ela passou por problemas e eu estive com ela, como ela sempre esteve por mim;
Ela viajou e problemas durante a viagem abalaram seu emocional;
Ela voltou e a saudade era muita, mas eu tinha que ajuda-la a se concertar antes de mais nada;
Não consegui.
A cada dia que se passou, seus sentimentos por mim foram esfriando; a vontade de me encontrar foi desaparecendo; até que, no oitavo dia, eu finalmente a vejo e ela decide se afastar.

Quatro dias após, ainda conversamos por mensagens como amigos, mas agir como meros amigos pessoalmente foi o maior desafio.

Mais quatro dias se passam, ela me traz pra perto novamente, me dá esperanças e depois desaparece da minha visão mais uma vez.

Depois de dez dias, agimos como apenas conhecidos.
Não há beijos, não há provocações, não há brincadeiras, não há conversas.
Não há nada, além de um cumprimento, um trocar de olhares indiferente e uma despedida.”

– Felipe

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